sexta-feira, 28 de outubro de 2011

28 de Outubro - Meu Dia - Funcionário Público (e vou continuar sendo, se Deus quiser, melhor remunerada)

Texto retirado do site do Sindicato dos Servidores Federais do RJ


Neste tempos de mercado (lugar no qual se vendem homens entre outros objetos – Eduardo Galeano), de neo-liberalismo feroz, de individualismo grotesco, que leva o homem à solidão, à angústia e ao desespero; de procura do sucesso a qualquer preço; de perda do sentido e procura de acumular coisas e virar escravos dela, morrendo de trabalhar. Neste tempo fugaz e feroz, de ferocidade e velocidade, de violência e medo, somos nós, funcionários públicos, afinal, vilões ou protagonistas da nossa história, da luta pela cidadania?
A grande mídia e a ideologia neo-liberal do Estado Mínimo (que necessita de seres humanos mínimos; mínimos na cultura, na educação, no lazer, na saúde, no Direito, na Liberdade) nos mostram como vilões, vagabundos que vivem nas tetas do Estado, mamando alucinadamente, sem trabalhar e sem produzir.
Mas, afinal, quem são os servidores públicos?
Os servidores públicos são os médicos que salvam vidas, que previnem doenças, que fazem os partos, que suportam no cotidiano a dor e o sofrimento humanos e os tentam amainar, convivendo com a morte e lutando diariamente contra ela.
São os bombeiros e funcionários da defesa civil que se arriscam diariamente, entrando em prédios em chamas ou em ruínas, enfrentando inundações e desabamentos, salvando pessoas nas estradas ou se afogando.
São os professores, estes proletários das letras, que se dedicam ao nobre ofício de legar o saber ao próximo, dividindo o pão da educação, e, como Cristo, fazendo o milagre de multiplicá-lo, pois muitas vezes seus discípulos ultrapassam em maravilhas seus mestres.
São petroleiros, trabalhadores de plataformas, prospectores de petróleo que fazem esta nação se movimentar.
São trabalhadores do setor de energia elétrica, que iluminam nossos lares trazendo conforto e bem-estar.
São funcionários da previdência, que com seu esforço e dedicação tornam possível que após décadas de trabalho, nossos aposentados e pensionistas possam sobreviver graças ao soldo que recebem.
São trabalhadores da segurança, policiais e soldados, que apesar de trabalharem na repressão por vezes, e neste momento não estarem do lado do povo, são, por outro lado, aqueles que preservam a segurança do país e o bem-estar do cidadão, coibindo a prática dos ilícitos e salvaguardando a sociedade.
São trabalhadores da cultura, funcionários de museus, bibliotecas, centros culturais, essenciais, porque não podemos e nem devemos viver só de pão.
Por fim, e esquecendo de citar uma série de outros servidores; sim, servidores, trabalhadores do povo, da nação brasileira, temos os operadores do Direito, magistrados, procuradores,  funcionários do Judiciário e dos Órgãos de Justiça, que garantem a população o acesso a esta tão denegada justiça, neste sistema de distribuição de desigualdades chamado capitalismo. Parafraseando o texto antigo da OAB, sem servidor público não há Justiça, sem Justiça não há democracia.
Longe de sermos os vilões deste novo tempo, nós, funcionários públicos somos PROTAGONISTAS DO PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO REAL DA SOCIEDADE, PORTANTO, BASILARES PARA A SUSTENTAÇÃO DA DEMOCRACIA.

Um comentário:

  1. Ótimo este texto sobre Funcionário Público, uma classe tão apedrejada e mal vista, mas que sem o nosso trabalho toda a máquina do Estado estaria parada e milhões de vidas comprometidas.
    Bjs♥

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"Toda pessoa por quem temos carinho e que de alguma forma faz parte da nossa vida, é de todas as formas, insubstituível.
Brunekkkah."

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